segunda-feira, 1 de maio de 2017

Laura

LAURA
(Realizador: Otto Preminger)



Algumas imagens permanecem na memória.

Um homem, olha, hipnotizado, para o retrato de uma mulher que, naquele momento, pensamos estar morta. E depois vem a deixa "You'd better watch out, McPherson, or you'll finish up in a psychiatric ward. I doubt they've ever had a patient who fell in love with a corpse."

Era esta a cena que recordava do filme. Não conseguia dizer qual era o argumento sem o ter revisto, recentemente, quando encontrei o DVD à venda. Muito menos, qual era a identidade do assassino. Aliás, qualquer uma das outras personagens poderia ter sido escolhida. Não é no desvendar do mistério que este filme tem o seu fascínio.

Feito em 1944, no apogeu dos filmes Noir, segue os clichés habituais: um crime, um detetive e uma mulher mais ou menos fatal.

Laura é encontrada morta, à porta do seu apartamento. Mark McPherson, detetive, é chamado para investigar. Conduz uma série de entrevistas às pessoas que fazem parte da sua vida: o melhor amigo e mentor, o noivo, a empregada, a amiga.
Uma noite, regressa ao apartamento dela e abre o seu perfume, lê as suas cartas, toca nos seus vestidos e, bebendo um copo, admira o seu retrato colocado no centro da sala. Estará a apaixonar-se pela vítima?

Eis que, felizmente para ele, dá-se a grande reviravolta - Laura entra em casa...

O que é que este filme tem para ser um clássico do género? Para Roger Ebert o elenco e um actor, em particular, Clifton Webb, são um dos principais responsáveis. Talvez...

Para mim, este filme é um dos meus favoritos e aquela imagem é a "culpada".



Aqui está o trailer:

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