quinta-feira, 27 de julho de 2017

Dumas



"No amor podemos substituir uma pessoa por outra, mas não na amizade, porque cada amigo tem o seu lugar e não podemos substitui-lo."
Conversas com António Lobo Antunes, Maria Luísa Blanco (2002)

Tentar, sempre. Ligar, enviar uma mensagem – vamos beber um café, nem que seja por meia hora. Quero saber de ti. Como estás? Quais são as novidades? 90% das vezes a iniciativa nasce sempre aqui. E o encontro dá-se. E a conversa continua onde terminou. Contudo, e apesar de aceitar que cidades diferentes pesam nos reencontros, há revolta e tristeza. Porque o primeiro passo é sempre meu.

E porque as pessoas não se substituem. Formam a nossa história, são os guardadores de pedaços das nossas vidas, daquilo que fomos, pensámos, sentimos.

Não aprendi, ainda, a arte do desprendimento. Não consigo desistir e abandonar o passado.

Há algum manual que se possa consultar? Condescendência a mais, como curar?

Porque, se não, vou ter de desistir, também, de fazer promessas vãs.

6 comentários:

  1. Anouk, cada um elabora o seu próprio manual...

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    1. Bom dia, Isabel
      Sendo assim, acho que terei que aceitar-me e os outros tal como são... Estou a ficar velha demais para ser de outra maneira. ;-)

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  2. O desapego pode ser tão libertador.. não é uma arte nada fácil, mas quando o conseguimos é tão mais fácil seguir em frente livres de ter de fazer quaisquer tipo de promessas, as vãs e as outras..

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    1. Deve ser. O problema, para mim, é que quando ganham este estatuto foi preciso muita conversa e tempo. Seguir em frente não soa a libertação, é sempre uma perda...

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  3. Só se perdem coisas boas.. das más libertamo-nos.. faz a tua triagaem..

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