domingo, 9 de julho de 2017

Veludo Azul

(realizador: David Lynch)


A canção, para sempre associada ao rosto de Isabella Rossellini. Bizarro, surreal, um pesadelo sussurrado dentro dum sonho idílico da cidade americana quintessencial.


 

Veludo Azul foi o segundo filme de David Lynch que vi e não é o meu favorito. Diria que não é o de ninguém porque este não é o seu melhor filme. Mas todo o seu Universo está aqui, já, em 1986. O fim que é Mulholland Drive tem um caminho com vários avanços e recuos e deve ser percorrido por todos os que ficaram hipnotizados pelo(s) mundo(s) que Lynch criou. A música, os cortinados vermelhos, as personagens que apenas fazem sentido dentro de um sonho estão aqui.

Um miúdo quase a transformar-se num homem, depois do seu primeiro ano de faculdade, regressa a casa, numa cidade luminosa, com vedações brancas, jardins perfeitamente cuidados, onde a vida parece quase perfeita.

Encontra uma orelha humana num campo e o foco da câmara aproxima-se para podermos entrar . Estamos dentro do submundo, que paira escondido nas sombras do sonho. Nele, habitam uma mulher violada e violentada, um sádico, um proxeneta, um polícia corrupto. Assassínios, raptos, voyeurismo e escravidão sexual. É um mundo estranho, não é?

No fim, sairemos de dentro da orelha e os pintarroxos chegaram. 

Bom filme (sonho)!


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