domingo, 13 de agosto de 2017

Ruínas










Bangkok, Tailândia

Uma cidade do século XXI sob as ruínas da cidade velha. Houve uma fotografia que não foi feita, a do que resta das antigas construções de madeira sob estacas no estuário. Hoje, parecem apenas ser usadas para albergar pequenos negócios mas a dúvida permaneceu, a máquina baixou e o clique não foi feito (nunca seria o clique de um fotógrafo).

A pobreza existe e é visível, não deve ser ignorada. No entanto, é ético, moral tratá-la como atração turística? Continua a ser estranho as visitas guiadas de turistas a favelas do Rio, por exemplo.

2 comentários:

  1. Anouk, e se interpretarmos atracção turística sem pudores? O atractivo turístico de um lugar pode sê-lo por várias razões como a originalidade, o valor cultural, a beleza...
    Não percebi o que, no concreto, significa tratar a pobreza como atractivo... Mostrar as pessoas em situação de pobreza?
    E agora lembrei-me de um fotógrafo e arquitecto brasileiro, o Cristiamo Mascaro, que fotografa muito ambientes de pobreza, com resultados notáveis do ponto de vista estético.
    O bom também se apanha no mau.
    Boa semana!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Isabel, é isso mesmo, visitar, fotografar visitar, como turista pessoas ou locais em situação de pobreza. Se, por um lado, se essa pobreza existe não podemos fingir que não está lá mas se eu estivesse do outro lado da lente não sei se iria gostar. Por isso, tenho dúvidas. Faço a ressalva, contudo, aos fotógrafos que, por terem um olhar diferente podem, aliás devem fazê-lo. Interessante foi que depois desta publicação houve uma boa discussão sobre esta tema com as duas posições. :)

      Eliminar