sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Zen









Por vezes, adio coisas tão simples de fazer e depois fico “entalada”. Comprei um telemóvel novo há alguns meses com um código PIN fácil de memorizar. Não quis perder um minuto do meu tempo precioso (ou seja pachorra) a tentar perceber como altera-lo para um número que sei que não esqueço. 

Ora, o telemóvel raramente se desligou em todos esses meses. E, portanto, o tal número fácil de memorizar quase nunca foi usado.

Ontem, comecei a pensar, nos próximos dias há uma grande probabilidade de ficares sem bateria, testa lá se consegues ligar e desligar aquilo. À 1 da manhã. Claro que cheguei ao PUK. Claro que não faço ideia onde está o cartão com os códigos. E, claro que era hoje que tinha partida às 8 da manhã...

Fumei um cigarro e pensei - isto resolve-se. De uma maneira ou de outra isto resolve-se. Em 10 minutos, tinha encontrado a solução. Sem stress nenhum. Verdade seja dita que fazer coisas destas não é invulgar e, portanto, tenho não só prática mas alguma arrogância em achar que consigo resolver facilmente estas coisas comezinhas do dia a dia.

Por que raio não consigo passar este meu lado Zen para resolver as outras mais complicadas? Têm soluções mais complicadas ou impossíveis, é certo, mas é pedir demais ter a cabeça fria para as resolver?

2 comentários:

  1. Anouk,

    Actualmente, não me esforço por decorar nada. O que memorizo sem esforço, tudo bem. Quanto ao resto, códigos e afins, tenho sempre registado em qualquer auxiliar. Pode parecer estranho, mas não sei qualquer número de telefone meu ou do trabalho, a matrícula do carro, pin's, morada completa, etc.
    Contudo dizem e eu acredito que tenho uma memória muito boa porque fixo muitas coisas da vida, do que acontece... Na verdade é isso que interessa e prefiro preservar a memória para isso.

    Tenho para mim que existem poucos problemas na vida para os quais não exista solução, assim como acredito (e tenho razões muito fortes para isso) que existe pouquíssima coisa que não sejamos capazes de fazer ou resolver. Também sei que nós - todos, os humanos - temos uma capacidade gigante de nos reerguermos.
    Se é fácil? Não.
    Se não bato com a cabeça nas paredes? Bato, sim.
    Se não tenho momentos de desânimo? Tenho.
    Se tenho problemas? Tenho.
    Se...? Sim. Mas tenho mantido sempre a capacidade de me lembrar - e com a ajuda de quem me lembre - que há sempre algo brilhante que vale a pena.

    Boa semana!

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    1. Bom dia, Isabel

      É verdade... Apesar de saber que devo reter essa noção, a de que não há nada que não possa ser resolvido (ainda que a solução não seja a que queremos), por vezes dramatizo. Transformo o que poderia ser fácil em difícil e não se ganha nada com isso, não é ? Tenho que me lembrar de respirar fundo sempre. Um beijo. Boa semana!

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