sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Observatório

Uma conversa com alguém que mal te conhece pode despertar desejos e sentimentos adormecidos, colocados em pausa, à espera de dias melhores. Ou vulnerabilidades, caladas, reprimidas há muito. Uma frase que, para quem a profere, pode ser dita para preencher com som o vazio que o silêncio tem pode gerar ondas gravitacionais que se vão propagando até deformar o espaço-tempo.
















Pessoas que conhecemos há muito nunca conseguem provocar tamanha comoção. Talvez porque são um espelho de nós, talvez porque pensamos conhecê-las e elas a nós, talvez porque vemos e não olhamos o suficiente para perceber o que está por detrás da cortina. A imagem está criada e o mistério dela parece resolvido.

Não devemos subestimar o efeito que temos nos outros. Quer pela inação, quer pela energia que possamos criar. Ambas as consequências podem surgir por aqueles que nos acompanham desde sempre ou por aqueles que apenas passam, por segundos, na nossa vida.

Ser gentil e carinhoso com honestidade e honra. Mas, também, ser educado e cortês sem fingir familiaridades que não queremos explorar. Não ser cruel ou mesquinho só para satisfazer algum lado obscuro do nosso ser.

Nunca se subestime o poder das palavras e dos actos – a dimensão do impacto pode, para sempre, ser desconhecida.

2 comentários:

  1. Miúda, se te dá na mona voltares a escrever só sobre filmes vou ter de te bater e sabes que sou moça pacífica... estamos entendidas?
    (Se quiseres que gere mais impacto posso pôr o comentário anónimo... é só dizeres :P )

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    1. :))). O impacto funciona das duas maneiras, não é preciso. Depende da pessoa ;).

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