domingo, 26 de novembro de 2017

"I loved her so. And she knew what I did. She knew all the fucking stupid things I'd done. But the love... was stronger than anything you can think of. The goddamn regret. The goddamn regret! Oh, and I'll die. Now I'll die, and I'll tell you what... the biggest regret of my life... I let my love go. What did I do? I'm sixty-five years old. And I'm ashamed. A million years ago... the fucking regret and guilt, these things, don't ever let anyone ever say to you you shouldn't regret anything. Don't do that. Don't! You regret what you fucking want!"

Paul Thomas Anderson, Magnolia

Sem remorsos não se viveu porque ainda não se perdeu nada.

7 comentários:

  1. O remorso é a única dor da alma, que nem a reflexão nem o tempo atenuam.

    Olá Anouk:)

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    1. Olá, Legionário
      Não se pode emendar o caminho que foi traçado.
      Será que aprendemos alguma coisa com ele ou apenas choramos?

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  2. Não concordo. Podes perder muita coisa sem remorsos, sem arrependimentos. Ainda não tenho arrependimentos, tudo o que fiz e até o que deixei de fazer (algumas vezes para depois não me arrepender...) sei das razões que me levaram a isso, sei que na altura não poderia ou não conseguiria fazer diferente. E isso não é deixar de viver, talvez seja mesmo o contrário, ainda que haja os ditos arrependimentos ou remorsos. Mas também nunca perdi a pessoa que gostava, melhor dizendo nunca abdiquei dela, nunca fui eu, disso talvez me arrependesse sim, de resto não me consigo arrepender de não mandar embora quem gosto. Talvez tenha até a ideia de que disso é que me viria a arrepender... e isso não faço. Não, não concordo com isso, Anouk, não é preciso remorsos para se ter vivido, nem para aprender com o que acontece (embora nisto eu seja péssima...)
    Bom dia!

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    1. Este precisava de tempo e presença de espírito... Não era só nesse sentido que o disse. Tenho remorsos de palavras que disse e de palavras que calei, de coisas que fiz e de coisas que não fiz. Não estive sempre certa em relação e a mim e aos outros. Houve pessoas que magoei e não o devia ter feito e outras que deveria ter magoado. Não sentes isso?
      Consigo perceber porque o fiz ou porque só poderia ter agido assim mas não deixo de ter arrependimentos ou remorsos. Não tens remorsos ou arrependimentos em relação a nada (não só no amor)? Não consigo olhar para passado e achar que fiz sempre tudo bem. Acho que a maior parte das pessoas também não consegue.

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    2. Não falo só em relação ao amor, falo em relação a tudo o que importa que é relevante, que fica, que marca. Não tenho arrependimentos nem remorsos, não, pelo menos ainda. Quando uma pessoa sabe por que fez o que fez, se na altura com os dados que se tinha e com o que de sabia se tomou uma qualquer decisão, não há por que ter arrependimentos. E não, isto não quer dizer que não se tenham tomado opções que se vieram a revelar erradas, mas acho que arrependimento implica irreflexão, opções não pensadas ou não ponderadas as alternativas (como coisas ditas e atiradas no calor duma discussão feia... isso percebo mas ainda não me aconteceu dizer nada de tão grave ou injusto que seja digno de remorso...). Não sendo este o caso é como segunda feira te arrependeres de não teres jogado nos números certos do Euromilhões... depois do presente virar passado e saber o resultado é fácil achar que foi errado ou certo, mas se foi reflectido e decidido mesmo que errado teve razões bastantes para na altura te parecer o melhor... arrepender por quê? Porque o resultado não era o que querias? Parece-me sem lógica isso. Agora, se já fiz muita asneira? Fiz, mas tive sempre boas razões para as alicerçar :P

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    3. Não consigo dizer o mesmo. Mesmo sabendo que não sei ser de outra maneira. Não é o resultado. São os rastos de dor e mágoa que deixa no caminho (minha e nos outros).

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    4. (Temos de conversar isto melhor pahhh)

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