sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Universos Paralelos

120 quilómetros, todos os dias, para trabalhar. 29 mil quilómetros num ano. Equivalem a 484 horas perdidas. 
Perdidas a viajar para outras dimensões, a viver mundos alternativos, a sonhar com aquilo que desejo que aconteça ou com aquilo que sei nunca acontecerá. A reviver, analisar e espezinhar cada gesto ou palavra proferida e todos os silêncios permitidos ou devolvidos. Em piloto automático - eu nunca estou onde queria estar, eu nunca vou onde queria ir. 

Há uma letra duma música mais ou menos assim, não é?

2 comentários:

  1. Conduzir só, é uma experiência desafiante nos intros que que provoca.
    Às vezes, dando-nos o pretexto para termos para nós, tempo nosso, sem precisarmos de nos desculparmos, qual, à noite irmos à janela no silêncio da noite e do céu, "fumar um cigarro".
    Noutras, vem o reverso da medalha, obrigando-nos a nós, qual deitados sem conseguir adormecer, condenados a pensarmos no que não queríamos pensar, mas só, adormecer.
    Tem-se falta de momentos só nossos, às vezes muito duros connosco.
    A conduzir, por exemplo ...
    Tenha um dia tranquilo.

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    1. Boa tarde, Vai
      Os dias começam e acabam, mesmo assim como os descreveu. Conforme a nossa disposição, no momento. E esse é apenas o lado bom do acto, mesmo quando a vontade é adormecer... Detesto conduzir.
      Bom resto de Domingo. ;)

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