quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Vil

Devia ser muitas vezes estúpida e parva. Reles, infame, ignóbil, sórdida, desprezível, mesquinha, egoísta, execrável… 

Doce, meiga, carinhosa, amável, gentil, amorosa, até arco íris me chamam (????). E, cúmulo dos cúmulos, ouvi, novamente, hoje, a defensora dos fracos e dos oprimidos.

Para que serve, se o mundo é conquistado e ganho por aqueles que servem-se dos outros a seu bel-prazer? Que usam, cospem e deitam fora as maiores dádivas que a vida tem para nos oferecer. E, depois, quando precisam de afagar o ego, de carinho e amor, regressam de mansinho para alguém lhes limpar as lágrimas, beijar a ferida e dar um lar.

P#$/^%! Não quero que usem o diminutivo do meu nome!

Recebemos de volta o que damos? Uma ova!

12 comentários:

  1. É sempre melhor seres meiga, carinhosa, gentil e amorosa. Claro que o mundo é de quem não tem escrúpulos mas nada dura para sempre Anouk. Mais tarde ou mais cedo, eles perdem...
    Bom dia

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    1. Olá, JI
      Isso seria se o mundo ou a vida fosse justa. Não é, nunca será...
      "Falhamos" é em não conseguir responder na mesma moeda, em nos "deixarmos" pisar.
      Bom fim-de-semana.

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  2. Um dos bens mais preciosos que possuímos é a nossa essência. Nunca corrompas a tua, segue em linha recta.
    Os Filhos da P%$@ serão sempre filhos da P%$@...

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    1. O que doí é saber que nos entregamos e aceitamos migalhas, uma e outra vez, à espera dum resultado diferente. À espera que sejam altruístas. Que pensem menos no que precisam de nós e mais no que é melhor para nós.
      As pessoas mostram e dizem o que são e aquilo que têm para oferecer. E, nem sempre estamos dispostos a ouvir. Ouvir é o exercício que me falta - pelo menos, assim, conseguiria "defender-me". Ou interiorizar as regras do jogo.

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    2. Cometer o mesmo erro duas vezes à espera de resultados diferentes é burrice.. Falo por experiência própria..

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    3. É burrice mas quem disse que somos racionais?
      Falar é fácil. Quando nos deixamos envolver, quando já fazem parte do nosso ADN, por qualquer motivo, não é simples perceber e criar a "distância" necessária. Lá estamos nós a dar a mão... Bom dia, ;)

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    4. Permitem-me que entre na conversa?
      Percebo a revolta da Anouk. Estive durante anos sempre, mas sempre presente, nos momentos bons e naqueles maus, em que mais ninguém lhe deu a mão. Acreditei nas palavras dele, nas acções, na cumplicidade única que tantas vezes ele dizia que tínhamos. Quando mais precisei, virou-me as costas.
      Subscrevo a frase da Anouk: "Recebemos de volta o que damos? Uma ova!"
      Também subscrevo a frase do Paper Cut "Um dos bens mais preciosos que possuímos é a nossa essência". Vejo até a essência como parte do nosso carácter. Mas é tão difícil encontrar paz após situações destas, dá vontade de ser igual para que sintam na pele o mal que fizeram.

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    5. Bom dia, ;)
      Não sei se conseguimos encontrar paz assim... Procuro "ouvir" melhor, "ver" melhor, desmontar o discurso para que assim a possa ver por aquilo que foi e queria e não por aquilo que eu queria que fosse. Não é fácil, como disse, porque às vezes há raiva, às vezes há revolta e às vezes há perdão...
      Não se esqueça é que não tem nada a ver consigo e TUDO a ver com ele - foi assim que ele decidiu pintar a sua vida.

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    6. Bom dia Anouk e obrigada pelas palavras.
      Muitas vezes me pergunto como é possível... como é possível alguém um dia ser a pessoa que nos é mais próxima e no dia seguinte agir como um desconhecido. Como é possível deitar a cabeça na almofada e dormir descansado, sabendo que usou e o mal que fez a quem, com toda a certeza, não merecia.
      Ele decidiu pintar a sua vida assim, com uma enorme falta de carácter, mas infelizmente deixou-me marcas muito profundas, como a dificuldade em voltar a acreditar nas pessoas. Sinto-me mergulhada na solidão, pois é a única forma que encontro de não voltar a passar pelo mesmo sofrimento.

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    7. Essa não pode ser a solução - veja que isso é um desperdício! Quem mais perde somos nós, é permanecer no mesmo ciclo e não tentar de novo. Somos feitos de ganhos e perdas. De sorrisos e lágrimas, os primeiros só são autênticos se carregarem consigo o risco das segundas.
      (Mas não sou a melhor pessoa para ensinar que devemos confiar nas pessoas, ou pelo menos dar-lhe essa oportunidade - posso dizer, sim, que conto pelos dedos das mãos aquelas em quem confiei instintivamente, à primeira, e até agora não me enganei ;)).

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  3. Pois é...vivemos com o que recebemos, mas marcamos a vida com o que damos.

    Olá Anouk, bom fim-de-semana:))

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    1. Olá, Legionário
      O egoísmo, o interesse próprio, traduzido em acções, que apenas nos magoam e que nos consomem e não nos dão nada em troca...
      Não devíamos pautar tudo o que fazemos (e não fazemos) pelas consequências, pela marca que deixamos nos outros? Se não é para fazer bem, não fazer nada! Causar o menor dano possível. Evaporar, desaparecer, se necessário.
      (PS: foi só um dia mau, isto passa ;), até porque só consigo dormir bem se me comportar de acordo com os meus princípios).
      Bom fim-de-semana.

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